I Seminário Brasileiro sobre Livro
e História Editorial |
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Textos e resumos |
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4. Marcus » Wander |
Marcus Rogerio Tavares Sampaio SalgadoUniversidade Federal do Rio de Janeiro. Aluno de pós-graduação em Letras Vernáculas na UFRJ, orientado pela Dra. Rosa Maria de Carvalho Gens, em dissertação sobre a representação da cidade no Pré-Modernismo brasileiro. Além de Conselheiro Editorial da Editora Antiqua (www.editoraantiqua.com.br) e editor da revista eletrônica especializada em arte digital Rizoma (www.rizoma.net), é produtor musical e músico e foi curador de exposições e festivais (“Mídia Tática Brasil”, 2003, São Paulo; “Hipersônica”, Paço das Artes, USP, 2003; “Convocação dos cúmplices: 80 anos de Surrealismo”, AMAM, São Paulo, 2004).
Biblia abiblia: livros dentro de livros
O presente trabalho tem por objetivo a análise de livros citados ou
surgidos no interior de outros livros, sejam eles escritos por personagens ou
criações ficcionais do autor, bem como as bibliotecas e coleções
de livros especialmente impressos de personagens famosos da literatura universal.
São abordadas com maior ênfase obras de Henry James, Gabrielle
d´Annunzio e J-K Huysmans. Os dois primeiros autores escreveram narrativas
em que os protagonistas são homens de letras e o último notabilizou-se
por requintada bibliofilia que transmitiu a suas personagens. Além de
instaurar discussões metanarrativas e de questionar a materialidade do
livro como condição sine qua non para a sua existência,
o estudo dos “livros dentro dos livros” (ou biblia abiblia,
como preferiu o escritor e crítico inglês Max Beerbohm para se
referir a esta casta particular de obras) nos fornece pistas importantes para
recompor as mentalidades e os costumes das sociedades humanas no que se refere
à cultura livresca, sua produção e o seu consumo. Publicados
em edições especiais, impressos em consonância com os métodos
de impressão mais excêntricos e obscuros e colecionados pelos mais
agudos conhecedores, os “livros dentro dos livros” acabam também
por apresentar um inventário informal mas interessante das técnicas
mais artesanais de produção de um livro, algumas delas já
nem mais preservadas no transcurso dos séculos.
Palavras-chave: Bibliofilia;
formas e materialidades do livro; preservação da memória
literária; história das mentalidades e dos costumes.
[Texto
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Maria Eurydice de Barros RibeiroProfessora adjunta da Universidade de Brasília, do Programa de Pós-Graduação em Arte (Instituto de Artes) e do curso de graduação em História (Departamento de História). Doutora de Estado pela Universidade de Paris X- Nanterre, Diploma de Estudos Aprofundados pela Escola de Altos em Ciências Sociais (Paris) Ambos em História. Livros publicados: Os signos do poder, A vida na Idade Média (org). Artigos em periódicos nacionais e estrangeiros.
O Livro das Aves. Fragmento de um manuscrito desaparecido
Em 1964 a Universidade de Brasília adquiriu três códices
de manuscritos medievais portugueses. Dentre eles, encontrava-se o Livro das
Aves, fragmento iluminado, constituído por cinco unidades de pergaminho.
O fragmento encontra-se em razoável estado de conservação.
A escrita é do século XIV e as iluminuras representam cinco aves
e o profeta Ezequiel. A leitura do manuscrito permite constatar que se trata
de um bestiário cuja tradição remonta ao Fisiologus, texto
alexandrino do século II, compilado no século XII por Hugo de
São Victor com o título de De Bestiis et Aliis Rebus. O exemplar
de Brasília parece ser único. Mas, certamente, trata-se de um
epigrafo (cópia de cópias anteriores). O rastreamento das versões
do manuscrito, sugere como o mesmo foi construído e modificado. Na época,
o mercado editorial não valorizava a originalidade e a noção
de plágio era desconhecida.
Palavras-chave: Manuscrito português; iluminuras; bestiário; medieval;
códice; Portugal.
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Maria Helena Camara
BastosPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul. Doutora em História e Filosofia da Educação; Professora
no Programa de Pós-Graduação em Educação
da PUC-RS; Pesquisadora do CNPQ.
E-mail: mhbastos@pucrs.br
Leituras de formação: Coração,
de Edmundo De Amicis (1886)O estudo analisa o sucesso editorial de Coração.
Diário de um menino (1886), de Edmundo De Amicis (1846-1908) –
recomendado como livro de leitura para meninos de 9 a 13 anos, na escola brasileira.
Através da narrativa confessional, a obra procura educar e moldar o leitor,
na perspectiva de ensinabilidade da moral e das virtudes cívicas, fortalecendo
o caráter nacional do futuro cidadão. No período da Primeira
República (1889-1930), o caráter nacional foi fortalecido através
da educação moral, cívica e religiosa – eixo das
preocupações para os que almejavam o controle das relações
e estruturas sociais para regenerar o País. A obra representa os valores
da ilustração brasileira quanto ao projeto pedagógico republicano
de formação do novo homem para o novo regime – crença
ilustrada nas virtudes da instrução moral e cívica, como
forma de manter a ordem social.
Palavras-chave: Leitura de formação; literatura infanto-juvenil;
caráter nacional; escola brasileira; Francisco Alves; livro escolar.
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Maria Lygia KöpkeUniversidade
Estadual de Campinas. Mestre em Educação, pesquisadora do Grupo
de Pesquisa Alfabetização, Leitura e Escrita (ALLE) da Faculdade
de Educação, Unicamp. Bibliotecária da Escola Comunitária
de Campinas, SP.
E-mail: marialygia@kopke.com.br
Entre louças, pianos, livros e impressos:
a Casa Livro AzulAtravés do estudo das propagandas publicadas
nos principais jornais da cidade e da leitura dos Memoriais Comemorativos de
Aniversário da Casa Livro Azul, procura-se observar como a escrita e
seus suportes vão se diversificando e penetrando numa sociedade que se
moderniza e profissionaliza no final do século XIX e início do
XX, em Campinas, SP. Busca-se também observar como os anúncios
podem ser indicadores da construção e permanência desta
nova consciência tipográfica que se consolida numa comunidade de
consumidores ainda pouco familiarizada com tipografia, papelaria e livraria
locais.
Palavras-chave: Tipografia; livros; escrita; impressos; livrarias; Campinas (SP).
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Maria Margarete SantosUniversidade
de São Paulo. Mestranda em História Social, FFLCH/USP.
E-mail: meg_santos@uol.com.br
Frei Pedro Sinzig – o apóstolo
da boa imprensaEste trabalho tem como objetivo principal analisar a história
editorial através do personagem Frei Pedro Sinzig, diretor da Editora
Vozes, de Petrópolis (1908-1913). Em sua gestão modernizou a editora
trazendo da Alemanha a grande máquina de impressão Windsbraut,
juntamente, com as máquinas de dobrar e costurar incrementando a publicação
da Revista Vozes de Petrópolis (fundada em 1907) e de outras publicações
como livros didáticos, romances, contos, novelas, todos dentro dos preceitos
da religiosidade católica. Fundou também, a 29 de janeiro de 1910,
O Centro da Boa Imprensa, “Sociedade Cooperativa de Produções,
de responsabilidade limitada”, uma instituição brasileira
cujo principal fim era o de propagar a boa imprensa e difundir a sã leitura,
no território nacional.
Palavras-chave: Vozes; editora; Centro da Boa Imprensa; censura.
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Maria Rita C. Jobim
SilveiraUniversidade Federal do Rio de Janeiro. Formada em Produção
Editorial pela ECO/UFRJ e em Letras pela PUC-Rio, é coordenadora e professora
da equipe de Língua Portuguesa do curso pré-vestibular comunitário
InVest desde 1998. Trabalha também como revisora e copidesque.
E-mail: ritajobim@hotmail.com
A Revista Civilização Brasileira: um veículo de resistência intelectual
A Revista Civilização Brasileira, publicada de 1965 a 1968, foi
um dos mais importantes veículos de resistência intelectual contra
a ditadura militar. A análise de suas características gerais e
de alguns de seus principais artigos demonstra a coragem e a ousadia na livre
manifestação de idéias contrárias ao governo. Um
breve histórico dos eventos que levaram ao Golpe de 1964 e dos primeiros
anos do regime – período que vai até 1968, quando se decreta
o AI-5 – oferece o quadro para que se possa avaliar o destaque e a relevância
da Revista naquele contexto político, social e ideológico. Um
resumo da atuação da Editora Civilização Brasileira
desde sua criação permite que se compreenda que filosofia a regia
e como pensava o homem que a dirigia, o editor Ênio Silveira. Com essa
pesquisa objetivou-se resgatar uma parte do passado recente do Brasil, ressaltando
o valor e a importância da resistência intelectual pautada por valores
como a honestidade, a coragem e a ética, tão em falta nos dias
atuais. A história da indústria editorial pode oferecer bons exemplos
de atuação digna e relevante em defesa da liberdade de pensamento
e de uma sociedade mais justa e humana.
Palavras-chave: Revista Civilização Brasileira; Civilização
Brasileira; editora; Ênio Silveira; Brasil: ditadura militar.
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Maria Rita de Almeida Toledo, ver Marta Maria Chagas de Carvalho
Maria do Socorro Fernandes de CarvalhoDoutora em Teoria e História Literária pela Unicamp (2004) com a tese “Poesia de Agudeza em Portugal”; Mestre em Estudos Comparados de Literaturas em Língua Portuguesa pela USP (1988); Professora de Literatura Portuguesa do Departamento de Letras da UFPI desde 1987; Coordenadora do “Centro de Estudos Portugueses” da UFPI (www.ufpi.br/cep). Endereço para contato: galatea@ufpi.br
Discursos preambulares são exórdio de obras poéticas
Os discursos preambulares favorecem a adequação dos livros e
auxiliam na composição do sentido dos poemas, qualificando e evidenciando
o gênero da obra. No século XVII em Portugal, estes ricos discursos
dispostos antes dos poemas operam segundo o preceito retórico do exórdio,
pois captam a disposição do público. Na poesia e na tratadística
do Seiscentos, prólogos, cartas ao leitor, licenças, privilégios,
dedicatórias, discursos encomiásticos e títulos promovem
boa disposição e atenção no leitor ou ouvinte, angariando
valor e autoridade ao livro impresso ou manuscrito.
Palavras-chave: Prólogos; licenças; privilégios; poesia;
retórica; agudeza.
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Mariana Simões
LourençoBacharel em Comunicação Social, habilitação
Jornalismo, pela UFF, 2004.
E-mail: mary1234@ig.com.br
Edição digital: aspectos e perspectivas
da produção de eBooks no BrasilO presente artigo aborda
a indústria editorial diante de um dos seus mais recentes produtos: o
livro eletrônico. Os principais objetivos são apresentar este novo
tipo de livro, esclarecer o funcionamento das editoras responsáveis por
sua publicação hoje no Brasil e empreender uma reflexão
sobre o futuro da atividade editorial. A tecnologia digital, tendo no eBook
o seu principal desdobramento no universo do livro, está criando formas
de edição alternativas e outros papéis para os principais
agentes da produção editorial.
Palavras-chave: Produção editorial; eBook; editora; editor.
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Marília de
Araujo BarcellosMestre em Literatura Brasileira, UFRGS. Doutoranda em
Estudos de Literatura/Letras, PUC-Rio, bolsista Capes no Brasil e Capes/PDEE
na EHESS/CRBC, Paris, França. Profissional com experiência no setor
editorial. A presente comunicação é parte em andamento
da tese de doutoramento sob orientação da professora Heidrun Krieger
Olinto e de pesquisa com o professor Jean Hébrard.
E-mail: mariliabarcellos@uol.com.br
Paisagem do campo literário contemporâneo na França – um estudo das editoras a partir do Guide FNAC 10 ans de littérature[s] en 200 livres
A presente comunicação apresenta um olhar sobre o mercado editorial
e a produção da literatura na França a partir na análise
do Guia intitulado 10 ans de littérature[s] em 200 livres, lançado
em 2004 pela FNAC. Tal publicação deixa à mostra as editoras
e a produção editorial francesa atual a partir de uma seleção,
segundo eles, dos melhores romances, novelas, poesia e ficção
científica literária dos últimos 10 anos. O estudo em andamento
pretende também cruzar as informações recolhidas no Guia
com outras fontes de dados levantados em pesquisas bibliográficas e entrevistas
realizadas com profissionais do setor do livro. A investigação
aponta, desse modo, para a manifestação de tendências do
mercado ao considerar a linha editorial de investimento das editoras tais como
a inserção da literatura nacional e/ou estrangeira no catálogo,
dentre outros aspectos que reunidos interagem e sustentam uma constelação
de relações no universo de elementos formadores do campo literário.
Palavras-chave: História editorial; sistema literário; produção
editorial contemporânea; França.
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Marisa Midori DeaectoUniversidade de São Paulo. Doutoranda em História, na USP. Atualmente, dedica-se ao estudo do comércio de livros em São Paulo durante o século XIX e, em especial, a presença da Livraria Garraux no meio cultural paulista. A pesquisa é financiada pela Fapesp. Autora do livro Comércio e vida urbana na cidade de São Paulo (1889-1930) (São Paulo: Senac, 2002).
A Livraria Francisco Alves em São Paulo – os meios de expansão da leitura e o desenvolvimento do mercado livreiro (1894-1917)
Em 23 de abril de 1894, inaugurava-se, na cidade de São Paulo, uma agência
da Livraria Francisco Alves. Tendo como ponto de partida a projeção
deste acontecimento na imprensa da época, propõe-se uma análise
sobre as formas de difusão e recepção dos livros na sociedade
paulista de antanho. Para tanto, propõe-se três questionamentos:
qual a especificidade do comércio livreiro paulista?; a partir de quais
elementos é possível analisar a evolução deste comércio
no curso do século XIX?; em que medida a Livraria Francisco Alves contribuiu,
em termos quantitativos e qualitativos, para uma maior difusão do livro
em São Paulo? Desse modo, investiga-se a relação entre
evolução urbana e comunidade de leitores numa perspectiva histórica,
sem, contudo, abrir-se mão de referenciais geográficos.
Palavras-chave: São Paulo; evolução urbana; comunidade
de leitores; Francisco Alves; história editorial; livro escolar.
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Marta Maria Chagas de CarvalhoPontifícia Universidade Católica de São Paulo/Universidade de São Paulo. Doutora em História e Filosofia da Educação pela USP; Professora e Pesquisadora do EHPS-PUC-SP; professora da Faculdade de Educação, USP; pesquisadora do Centro de Memória da Educação da USP; coordenadora do projeto CAPES-GRICIS, “A História da Escola em Portugal e no Brasil: circulação e apropriação de modelos culturais”; pesquisadora associada ao projeto Formation intelectuelle, pratiques culturelles et sociabilités dês elites brésiliennes entre Empire et 1ere Republique (1800-1930), coordenado por M. Jean Hébrard, Centre de Recherches sur Brésil Contemporain (EHESS-Paris).E-mail:mcmarta@uol.com.br
Maria Rita de Almeida
ToledoPontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Doutora em Educação pelo Programa de estudos Pós-Graduados
em Educação: História, Política, Sociedade, PUC-SP;
Professora e Pesquisadora do EHPS-PUC-SP; pesquisadora do projeto Capes-GRICIS,
“A História da Escola em Portugal e no Brasil: circulação
e apropriação de modelos culturais”, coordenado por Marta
M. C. de Carvalho; Coordenadora do projeto “Organização
do Acervo Histórico da Companhia Editora Nacional” e curadora do
mesmo.
E-mail: m.rita.toledo@uol.com.br
A coleção como estratégia editorial de difusão de modelos pedagógicos: o caso da Biblioteca de Educação, organizada por Lourenço Filho
Esta comunicação pretende analisar a Biblioteca de Educação,
coleção organizada por Lourenço Filho para a Companhia
Melhoramentos de São Paulo. Atentando para os dispositivos textuais e
tipográficos que produzem o conjunto dos livros editados como coleção,
objetivando identificar e analisar os dispositivos de homogeneização
dos livros e de sua integração à coleção
assim como os dispositivos de produção de um diferencial que confere
identidade à coleção. Desse modo analisa: 1) o principal
dispositivo de produção da identidade (capa, lombada, contra-capa);
a sua estrutura interna (estabelece-se um modelo ao qual os textos publicados
são submetidos) e as estratégias de divulgação;
2) o dispositivo de chancela da coleção pelo nome do editor ou
organizador; 3) as estratégias de seleção de textos e autores
como dispositivos de produção de destinatários e de classificação/ordenação
dos temas publicados; 4) o seu aparelho crítico. A análise recobrirá
a coleção em sua 1a fase (1927 a 1940) e a estratégia editorial
que a produziu – estratégia essa inscrita no programa de reforma
da sociedade pela reforma da escola de que Lourenço Filho foi, nesse
período, um dos principais mentores.
Palavras-chave: Coleção; estratégia editorial; estratégia
de formação; Lourenço Filho, Biblioteca de Educação;
Melhoramentos.
[Texto
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Maurício SilvaCentro
Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, SP. Doutor em Literatura
Brasileira pela Universidade de São Paulo; pesquisador do Instituto de
Pesquisas Lingüísticas “Sedes Sapientias” da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo.
E-mail: maurisil@bol.com.br
Publicidade editorial no pré-modernismo brasileiro: uma introdução
A história da leitura pré-modernista no Brasil é feita
de capítulos ainda pouco estudados: a publicidade editorial, na virada
do século XIX para o XX, é, nesse sentido, um dos capítulos
que costumam passar à margem dessa história. O presente trabalho
busca analisar a contexto cultural do pré-modernismo brasileiro a partir
de uma perspectiva da leitura, destacando a publicidade editorial como fator
que nos permite delinear o arcabouço extra-textual do sistema literário
vigente no período. As relações entre literatura e publicidade,
neste contexto, fazem-se sob uma dupla perspectiva: a) a literatura como forma
apropriada para veiculação de anúncios publicitários;
b) a publicidade como instrumento de divulgação da literatura,
beneficiando o mercado editorial e expandindo o gosto pela e as possibilidades
de leitura. Atuando de modo determinante no fortalecimento do hábito
de leitura e na própria formação do leitor brasileiro,
na prosperidade do complexo editorial moderno e no desenvolvimento de uma literatura
pretensamente autônoma, a publicidade editorial pode ser vista como fenômeno
sociocultural que serve de argumento privilegiado à constituição
do que se convencionou denominar República das Letras.
Palavras-chave: Literatura brasileira; pré-modernismo; publicidade; leitura.
[Texto
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Mônica LemeDoutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFF, onde desenvolve tese sobre a impressão musical no Rio de Janeiro no século XIX, sob a orientação do professor Dr. Guilherme Pereira das Neves. É mestre em Música Brasileira pela Unirio (Musicologia). Sua dissertação de mestrado deu origem ao livro Que Tchan é esse? Indústria e produção musical no Brasil dos anos 90 (Annablume, 2003). Colaboradora verbetista do Dicionário Cravo Albin de Música Popular (on-line).
Mercado editorial e música impressa no Rio de Janeiro (século XIX) – modinhas e lundus para “iaiás” e “trovadores de esquina”
Neste trabalho, a autora trata do início das atividades de impressão
musical no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XIX. O artigo
discute questões que vêm sendo levantadas em sua pesquisa de doutorado,
que culminará em sua tese cujo título será E “saíram
à luz” as mais novas coleções de modinhas, lundus,
polcas, maxixes e etc. – “Música popular” e impressão
musical no Rio de Janeiro (1820-1920). Do conjunto de material já pesquisado,
a autora nos traz um pequeno panorama de como o mercado editorial de música
se implantou explorando consumos diferenciados. A grande diversidade social
e cultural carioca refletiu-se no estabelecimento de uma nova modalidade de
consumo musical (as modinhas, lundus, polcas, maxixes e outros gêneros)
em contraste com a produção musical “erudita” (a música
sacra e de concerto). Esta “música ligeira”, voltada ao entretenimento
das camadas médias, foi um dos braços da nova “indústria
de músicas” e anos depois constituirá a base para aquilo
que pouco a pouco será reconhecido como “música popular”.
Palavras-chave: Impressão e edição musical no século
XIX; editores de música no século XIX; mercado editorial de música;
litografia na música; modinhas e lundus.
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Nelson Schapochnik
Universidade de São Paulo. Professor Doutor do Departamento de Metodologia
do Ensino e Educação Comparada (EDM) da Faculdade de Educação,
USP. Autor de, dentre outros, “Cartões-postais, álbuns de
família e ícones da intimidade”, in História da vida
privada no Brasil, 3: República da Belle Époque à Era do
Rádio. Org. de Nicolau Sevcenko. S. Paulo: Cia. das Letras, 1998.
E-mail: nschapo@uol.com.br
“Malditos Typographos”
Este trabalho explora as tensões e queixumes de alguns homens de letras
contra a qualidade técnica e intelectual dos trabalhos realizados nas
oficinas tipográficas implantadas nestas terras ao longo do século
XIX. Por meio de um corpus documental composto por ensaios, crônicas e
uma variedade de paratextos (advertências, prólogos, pósfacios)
da lavra de Quintino Bocaiúva, José de Alencar, Faustino Xavier
de Novais e Machado de Assis, pretende-se examinar as representações
formuladas pelos autores acerca daqueles mediadores encarregados de promover
a transformação do manuscrito no objeto livro, bem como a natureza
desairosa dos argumentos empregados para abordar estes artífices.
Palavras-chave: Autor; manuscrito; livro; compositor; tipógrafo.
[Texto
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Paula Godoi ArbexUniversidade Federal de Uberlândia. Professora da área de Língua Portuguesa e Lingüística na UFU. Em 2003, defendeu na USP a tese de doutorado, Erico Verissimo, tradutor.
Erico Verissimo no contexto da tradução literária no Brasil
Nossa pesquisa, realizada no campo da historiografia da tradução,
investiga a atuação do escritor Erico Verissimo nos “anos
de ouro” da tradução no Brasil. Entre 1930 e 1950, o mercado
editorial brasileiro experimentou um até então inédito
investimento na publicação de literatura traduzida, inicialmente
originada pela crise econômica mundial que dificultava a importação
de livros. As principais editoras brasileiras, dentre elas a Globo de Porto
Alegre, passaram a comprar direitos de tradução de obras literárias,
dos mais variados gêneros literários. Um personagem importante
desse capítulo da história editorial em nosso país foi
Erico Verissimo, que exerceu na Globo o papel de tradutor, conselheiro literário
e revisor de traduções, ao mesmo tempo em que via ascender sua
carreira literária. Por meio de seus textos biográficos e ficcionais,
buscamos encontrar o pensamento de Erico Verissimo acerca da tradução,
assim como os entrecruzamentos entre suas atividades de tradutor e escritor.
Palavras-chave: Literatura traduzida; Globo; editora; Erico Veríssimo;
tradução.
A produção de materiais e livros didáticos para educação de jovens e adultos na década de 90
Este trabalho tem como objeto as políticas de educação
de jovens e adultos da década de 90. Para tanto desenvolvemos um duplo
escopo. O primeiro é o de realizar um balanço sobre as pesquisas
em torno da educação de jovens e adultos nos últimos anos
focalizando as abordagens que discutem as reformulações das políticas
públicas para este segmento e seus instrumentos de mudanças, quais
sejam os currículos, propostas de produção de materiais
didáticos e de formação de docentes. Trata-se de pensar
as políticas oficiais dos diferentes níveis de governo desenvolvidas
no âmbito da educação de jovens e adultos nesta última
década e sua relação com o legado dos movimentos sociais
e da pedagogia crítica. Por outro lado, abordaremos a questão
do lugar deste segmento na produção didática do campo editorial
e as iniciativas de produção e elaboração de materiais
didáticos levadas a cabo por diferentes agentes educativos, em particular,
algumas prefeituras situadas na grande São Paulo.
Palavras-chave: Educação de jovens e adultos; políticas
públicas; materiais didáticos; livros escolares; formação
de docentes.
Rachel ValençaFormada em Letras Brasileiras pela Universidade de Brasília em 1968, com pós-graduação em Língua Portuguesa na Universidade Federal Fluminense, em 1983, com a dissertação Palavras de purpurina: estudo lingüístico do samba-enredo (1972-1982). Ingressou na Casa de Rui Barbosa em 1977, onde vem desenvolvendo inúmeros trabalhos como pesquisadora do Setor de Filologia, dos quais se destacam o estabelecimento de texto, notas e estudos das seguintes edições: O Sapateiro Silva, com estudo introdutório de Flora Süssekind; O Tribofe, de Arthur Azevedo; As Vítimas-Algozes, de Joaquim Manuel de Macedo; A profissão de Jacques Pedreira, de João do Rio; A cinza das horas, Carnaval e O Ritmo dissoluto, de Manuel Bandeira, em conjunto com Júlio Castañon Guimarães. Autora de Serra, Serrinha, Serrano: o império do Samba, em conjunto com Suetônio Valença, e Carnaval, da coleção Arenas do Rio. É diretora do Centro de Pesquisas da Casa de Rui Barbosa, sendo responsável pela realização deste Seminário.
Arquivos literários, pesquisa e tradição editorial
Arquivos literários como incentivadores da atividade de pesquisa e determinantes
de sua orientação: sua manutenção em instituições
públicas ou privadas como elemento aglutinador de estudos filológicos.
A importância de arquivos pessoais e acervos bibliográficos para
o trabalho de edição de textos, quer na orientação
da ecdótica, quer na da crítica genética.
Palavras-chave: Arquivos literários; acervos bibliográficos; estudos
filológicos; ecdótica; crítica genética.
Richard RomanciniDoutorando
no Programa de Pós-graduação em Comunicação
da ECA/USP. Mestre em Ciências da Comunicação (USP), pesquisador
do NUPEM, Núcleo de Pesquisas do Mercado de Trabalho em Comunicações
e Artes, ECA/USP.
E-mail: richard_romancini@yahoo.com.br
A Querela da Imprensa: conflitos regionais e institucionais na construção da história
O artigo discute a emergência de uma série de textos sobre o surgimento
da imprensa no Brasil, desde a metade do século XIX até as primeiras
décadas do século seguinte. Esta produção é
interpretada como, em grande medida, uma expressão de conflitos –
que tem na construção da história sua arena – entre
grupos/regiões do país. Vista como um “pharol brilhante
do progresso”, “uma das mais fortes alavancas da liberdade moderna”,
“elemento essencial no mecanismo da civilização hodierna”,
a imprensa parece ser utilizada pelos estudiosos como um símbolo das
origens da nação e seus destinos. Seria este o “subtexto”
do esforço historiográfico que, todavia, não possui continuidade
no âmbito em que se inicia (os Institutos Históricos e Geográficos
do país). Analisa-se, em mais detalhe, o caso pernambucano, recuperando-se
os casos carioca e paulista discutidos em outro texto.
Palavras-chave: Imprensa; história; regionalismo; ideologia; século
XIX.
[Texto
completo]
Rutzkaya Queiroz dos
Reis Faculdades Padre Anchieta. Docente do Ensino Superior da disciplina
Literatura Brasileira (FPA, Jundiaí, SP), ensino médio e curso
pré-vestibular das disciplinas Literaturas Portuguesa e Brasileira. Mestre
em Teoria e História Literária, Unicamp. Graduada em Letras, Unicamp.
E-mail: rutzkaya@yahoo.com.br
Machado de Assis e Garnier: o escritor e o editor no processo de consolidação do mercado editorial
No circuito literário do Brasil oitocentista, o francês Baptiste-Louis
Garnier ocupou lugar de destaque na produção editorial brasileira,
sendo Machado de Assis um dos principais colaboradores de suas revistas e periódicos,
como também um dos principais escritores da casa. O objetivo deste trabalho
é traçar a história da Livraria e Editora Garnier, vinculada
ao processo de inserção do escritor ao cânone literário
brasileiro.
Palavras-chave: Garnier; Machado de Assis; mercado editorial; século
XIX; França; história editorial.
[Texto
completo]
Sandra ReimãoProfessora
de Pós-Graduação e do Curso de Rádio e TV da Universidade
Metodista do Estado de São Paulo (Umesp). Autora de Livro e Televisão:
correlações. S. Paulo: Ateliê, 2004; Mercado Editorial Brasileiro,
S. Paulo: Com/Arte – ECA/USP; organizadora de Em Instantes. S. Paulo:
Salesianas; Televisão na América Latina, S. Bernardo do Campo
(SP): Umesp. Coordenadora do Núcleo de Pesquisa Produção
Editorial, da Intercom.
E-mail: sandrareimao@uol.com.br
História da cultura impressa, história dos livros – algumas observações sobre estudos brasileiros atuais
Esta exposição divide-se em duas partes: a primeira enfoca os
primórdios teóricos do campo dos novos estudos de história
do livro; a seguir, em um segundo momento, são apresentados alguns dos
principais estudos brasileiros neste âmbito temático. Neste segundo
momento busca-se captar quais seriam as principais características desses
estudos especialmente em termos de recortes temáticos.
Palavras-chave: História social dos livros; imprensa; comunicação
impressa e comunicação eletrônica; formação
do campo; bibliografia brasileira.
[Texto
completo]
Sebastião LacerdaEditor. Editora Nova Aguilar e Lacerda Editores.
Palestra: Carlos Lacerda, fundador da Nova Fronteira
Shéllida Fernanda Da CollinaUniversidade Estadual de Campinas, mestranda em História e Teoria Literária com orientação da professora Dra. Suzi F. Sperber, professora universitária do Instituto Mairiporã de Ensino Superior, parecerista da Universidade Estadual do Centro-Oeste e revisora de livros da Editora Manole. E-mail : shelly@iel.unicamp.br
Punição ou recompensa: a influência do público leitor nos diversos desfechos de Roxana
Daniel Defoe, um homem notável em seu tempo, é, ainda hoje, matéria
de análise e estudo. Apesar de sua produção ser vasta,
muitas obras ainda não foram reconhecidas como sendo de sua autoria,
outras sequer foram descobertas. Todavia, dentre todos os seus romances, o mais
surpreendente e destoante de seu conjunto de obras foi justamente o último,
Roxana (1724), pois, além de ser o único em que a protagonista
é punida, ele sofreu diversas alterações, feitas não
pelo autor, mas pelos editores. As explicações para isso são
várias, porém a que melhor se aplica é a influência
do público leitor, que, ao ter sua opinião formada pela leitura
de diversos romances, passou a fazer parte do processo editorial.
Palavras-chave: Literatura inglesa; Daniel Defoe; surgimento do romance; influência
dos leitores; Roxana; processo de editoração.
[Texto
completo]
Silvia Helena Simões BorelliProfessora do Departamento de Antropologia e da Pós-graduação em Ciências Sociais da PUC-SP e da Pós-graduação em Comunicação e Artes das Faculdades Senac-SP. Pesquisadora nas áreas de antropologia e cultura contemporânea, cultura e literatura popular de massa, produção e recepção mediática, televisão e teleficcionalidade. Autora de, dentre outros, Ação, suspense, emoção: literatura e cultura de massa no Brasil. S. Paulo: Educ, Estação Liberdade, 1996; co-organizadora de Vivendo com a telenovela: mediações, recepção, teleficcionalidade. S. Paulo: Summus, 2002.
Ática: história editorial, mercado local e internacional de bens simbólicos
História e produção da Editora da Ática desde a
origem, nos anos 1970, até os primeiros anos de 2000. Destaca-se nesta
trajetória, a passagem de um modelo administrativo de cunho familiar,
centrado em torno de uma liderança, para um padrão empresarial
que se transforma de acordo com as alterações do campo editorial
e do mercado de bens simbólicos. Como uma das grandes editoras deste
período, é responsável pela publicação de
livros didáticos e paradidáticos, de literatura em geral, de literatura
infantil e juvenil, além de livros universitários e de “interesse
geral”. Com grande inserção no campo educacional, a Ática
singulariza-se por suas conexões com escolas, professores e alunos e
por sua vocação didática e paradidática.
Palavras-chave: História editorial; Ática; produção; mercado de bens simbólicos; livros escolares; literatura infantil.
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Simone Cristina Mendonça
de SouzaUniversidade Estadual de Campinas. Graduada em Letras pela Unicamp,
Doutoranda em Teoria e História Literária pela mesma instituição,
bolsista da Fapesp.
E-mail: simonems@hotmail.com
Adaptações e livros baratos para a Corte: folhetos editados na Impressão Régia do Rio de Janeiro entre 1808 e 1822
A Impressão Régia do Rio de Janeiro foi inaugurada com as funções
práticas de publicar documentos e de suprir a escassez de livros didáticos.
Posteriormente, imprimiu obras beletrísticas, entre as quais, livros
de prosa de ficção, cujo formato editorial se assemelha ao dos
livros que compunham a chamada Bibliothèque Bleue. Entre as semelhanças,
citamos o fato de que são compostos por adaptações ou capítulos
de outros livros. Além disso, dado o caráter de resumo das narrativas,
seus enredos se apresentam de maneira recortada, o que dificulta a compreensão.
Vislumbrando um quadro de habitantes do Brasil no início do séc.
XIX, formado basicamente pela Corte de D. João VI, escravos e alguns
comerciantes, levantamos uma dúvida quanto à função
dessas versões de textos em prosa, que, no caso francês, foram
destinadas aos trabalhadores pobres, mas alfabetizados.
Palavras-chave: Prosa de ficção; século XIX; história
editorial; editora; Impressão Régia (Rio de Janeiro).
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Simone SilvaDoutoranda
em Antropologia Social PPGAS/Museu Nacional – UFRJ. Mestre em Antropologia
Social pela mesma instituição. Professora assistente da Universidade
do Grande Rio, Duque de Caxias.
E-mail: simonesilvabr@yahoo.com.br
As “rodas literárias” no Brasil nas décadas de 1920-30. Troca e obrigações no mundo do livro
Este trabalho, através da comparação entre os processos
de publicação das obras de estréia de Mário de Andrade
e de José Lins do Rêgo (Paulicéia Desvairada, 1922, Menino
de Engenho, 1932, respectivamente), procura analisar o sistema de trocas e obrigações
do mundo do livro brasileiro ao longo das décadas de 1920-30. A partir
da análise de suas trajetórias de estréia, remontadas através
de entrevistas publicadas e de correspondências pessoais, foi possível
demonstrar a dependência do espaço literário brasileiro,
sobretudo do mercado editorial, em relação aos “grupos de
amigos”. Esses grupos ou “rodas literárias”, assim
chamadas pelos próprios escritores, congregavam pintores, escultores,
editores, políticos etc., e condicionavam a própria dinâmica
de funcionamento do espaço literário através da rede de
relações estabelecidas entre seus “membros”. Ou seja,
dar ao amigo uma crítica literária, apresentá-lo em jornal,
atendê-lo com o pedido de encaminhamento de seus manuscritos a um editor,
era o meio pelo qual se fazia circular tanto o objeto cultural, quanto o da
dádiva. Tomamos os grupos de Mário de Andrade – “roda”
de São Paulo ou “grupo dos cinco” – e de José
Lins do Rêgo – “roda” de Maceió – para
tentar demonstrar o papel crucial dessas associações de amigos
para o desenvolvimento do mercado editorial e para a arte nacional como um todo.
Palavras-chave:
Antropologia social; crítica literária; campo editorial; literatura;
prestígio; reciprocidade.
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Susane Santos Barros, ver Flávia Goullart Mota Garcia Rosa
Tania Dauster
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Professora
Associada do Departamento de Educação da PUC-Rio; Pesquisadora
do CNPq; Doutora em Antropologia Social, UFRJ.
E-mail: tdauster@edu.puc-rio.br
A fabricação de livros infanto-juvenis e os usos escolares – o olhar de editores
Este texto emerge de um programa de pesquisa inter-institucional realizado
entre a PUC-Rio e a UFRJ, com o apoio do CNPq e o envolvimento de alunos das
duas instituições. Destacando o uso do conceito antropológico
de cultura, buscamos entender os valores, significados e concepções
que orientam as práticas quotidianas editoriais nas relações
estabelecidas com o sistema escolar. Como fontes usamos entrevistas com oito
editores da chamada literatura infanto-juvenil trabalhando no Rio de Janeiro.
Os outros dados foram obtidos da análise de material jornalístico
do Jornal do Brasil e da Folha de São Paulo no período entre 1997
e 1999. A partir desse material realizamos a nossa interpretação.
Trabalhamos com a hipótese de que o editor faz parte integrante das relações
que tecem as redes na qual o leitor se forma, configurando um pacto social com
professores e escolas.
Palavras-chave: Editoras; escolas; livros infanto-juvenis.
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Tania Maria T.
Bessone da Cruz FerreiraDocente do Programa de Pós-graduação
em História e do Departamento de História da UERJ, atual diretora
do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Pesquisadora do CNPq/Pronex.
Autora, dentre outros, de Palácios de destinos cruzados: bibliotecas,
homens e livros no Rio de Janeiro, 1870-1920. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional,
1999. Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa.
E-mail: bessone@uol.com.br
Direito de propriedade ou propriedade literária: os debates sobre autoria no Brasil imperial (1862-1889)
O desinteresse demonstrado por livreiros e editores brasileiros quanto à
regulamentação da propriedade literária no Brasil parecia
estar de acordo com a postura das autoridades imperiais, isto é, as novas
regras não pareciam oportunas. Autores nacionais e estrangeiros eram
objeto de publicações que não respeitavam regras de autoria,
mesmo aquelas que já estavam regulamentadas em várias regiões
européias. Os autores portugueses tinham ciência de que seus livros
eram muito aceitos no Brasil, mas não conseguiam obter retorno pecuniário
sobre este sucesso. As rixas desdobraram-se em debates que atravessavam o oceano,
mas que não conseguiram agilizar os procedimentos legais necessários
para por fim a uma espécie de pirataria intelectual, que foi parcialmente
atingida no final do Oitocentos. Esse trabalho é desenvolvido em conjunto
com a professora Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves, responsável
pela análise desse processo, desde o início do século XIX
até os anos 60.
Palavras-chave: Direitos autorais; autoria; circulação; Brasil;
Portugal; século XIX.
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Teodoro KoracakisMestre
em Literatura Brasileira pela Uerj (2001) e Doutorando em Literatura Comparada
pela Uerj.
E-mail: teodoro@finep.gov.br
As coleções ficcionais de encomenda
na literatura brasileira (1995-2004)Este trabalho pretende inicialmente
fazer um breve mapa das coleções ficcionais por encomenda realizadas
no Brasil no período de 1995 a 2004. Após cumprir esta tarefa,
serão analisadas mais detidamente as coleções Plenos Pecados,
da Editora Objetiva, e Literatura ou Morte, da Companhia das Letras. Serão
abordadas questões do ambiente da produção literária,
especialmente a relação entre escritor/autor. Investigaremos também
o possível caráter autoral do papel do editor no caso da encomenda
literária. Em seguida será feita uma leitura de um dos produtos
deste ambiente literário, o pequeno romance A morte de Rimbaud, de Leandro
Konder, publicado no ano de 2000 pela Companhia das Letras. Pretendemos com
isso proporcionar um diálogo entre duas abordagens do ambiente literário:
uma intra e a outra extra-textual
Palavras-chave: Literatura de encomenda ; história editorial; vida literária;
coleções.
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Tereza Harumi KikuchiGraduada
em Editoração, ECA/USP, 2004. Organizadora do livro José
Mindlin, Editor. S. Paulo: Edusp, 2004.
E-mail: thkikuchi@hotmail.com
Diário de Bordo: uma viagem pelos desenhos de Roger Mello
A obra de Roger Mello, na área editorial, é o objeto de estudo
desta pesquisa. Para conhecer melhor o seu trabalho, reunimos num catálogo
toda a sua produção do ano de 1990 até 2003. Os livros
ilustrados por ele somam mais de 90 títulos e foram organizados cronologicamente,
sendo 14 deles de autoria própria. Também procuramos distinguir
algumas fases no desenho de Roger Mello, identificando as influências
que marcaram a sua produção. Essas influências são
as mais diversas, desde a linguagem das histórias em quadrinhos até
as artes plásticas, o folclore brasileiro, a arte popular e urbana. Finalmente,
realizamos um breve exercício de crítica genética, por
meio da análise e interpretação de rascunhos do texto,
rafes e bonecas para o livro Meninos do mangue, a fim de identificar algumas
características do processo de criação do artista.
Palavras-chave: Roger Mello; literatura infanto-juvenil; ilustração;
crítica genética.
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Thiago Lima NicodemoBacharel
em direito pela PUC-SP e em história pela USP. É pós-graduando
em História Social no Departamento de História da FFLCH/USP e
desenvolve suas atuais pesquisas sobre a relação entre crítica
literária e história na obra de Sérgio Buarque de Holanda,
entre 1940 e 1960, com auxílio de bolsa de estudos Capes.
E-mail: thiagonicodemo@uol.com.br
A herança colonial: Sérgio Buarque de Holanda e a História Geral da Civilização Brasileira
O objetivo deste artigo é analisar do ponto de vista historiográfico
o papel do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) como organizador
e principal participante da coleção História Geral da Civilização
Brasileira nos seus dois primeiros tomos (“A época colonial”
e “Brasil monárquico”), publicados em São Paulo pela
Editora Difusão Européia do Livro entre 1960 e 1972. Deste modo,
tem-se em mente contribuir para o melhor entendimento do papel desta coleção
que pode ser considerada o último projeto de uma grande história
do Brasil bem como o papel de sua realização no percurso intelectual
de Sérgio Buarque de Holanda. Esta análise aponta para um quadro
de especialização acadêmica do conhecimento histórico
e de mudança de eixo das pesquisas historiográficas do Brasil
colônia para o século XIX, que culminou com a formação
de um sistema de leitores e autores ligados à universidade abrindo, assim,
portas para vários outros projetos editoriais que até hoje têm
sua importância e merecem ser pensados.
Palavras-chave: Historiografia brasileira; história editorial; Sérgio
Buarque de Holanda; História Geral da Civilização Brasileira.
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Tiago C. P. dos Reis MirandaCentro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa. Mestre e Doutor em História Social pela USP. Integrante do projeto “Gazetas Manuscritas e Cultura Política em Portugal no Século XVIII”, em conjunto com João Luís Lisboa e Fernanda Olival. Professor Visitante da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. Email: trmiranda@msn.com
O Diario do 4º Conde da Ericeira: folheto noticioso setecentista
Publicado a partir de um registo da Biblioteca do Palácio da Ajuda,
no início dos anos de 1940, o chamado Diario do 4º Conde
da Ericeira gerou uma série de diferentes reacções historiográficas,
quanto ao seu género, ao interesse de suas notícias e à
identidade do seu autor. Pesquisas recentes mostram agora que esse texto é
uma parte de um Diario maior, escrito, com efeito, por D. Francisco
Xavier de Meneses, e distribuído periodicamente, como uma gazeta, ao
longo de mais de dez anos. Ganha-se assim uma fonte aumentada para o estudo
de um personagem de grande relevo durante o período do “alvorecer
do ‘Iluminismo’ em Portugal”, e para a história da
circulação das informações no Antigo Regime.
Palavras-chave: Periódico; gazeta; manuscrito; correspondência;
historiografia; Portugal: século XVIII.
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Valéria AugustiDoutoranda
do Programa de Pós-Graduação em Teoria e História
Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual
de Campinas.
E-mail: vaugusti@hotmail.com
Polêmicas literárias e mercado editorial Brasil-Portugal na segunda metade do século XIX
A presente comunicação tem por objetivo demonstrar a importância
do público leitor brasileiro para os escritores portugueses da segunda
metade do século XIX a partir da leitura de algumas polêmicas que
se desenvolveram no campo literário português desse período.
Palavras-chave: Polêmicas literárias; mercado editorial; relações
Brasil-Portugal; século XIX; Portugal.
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Vânia Leite FróesProfessora
Titular de História Medieval da Universidade Federal Fluminense. Professora
do Programa de Pós-Graduação em História. Autora
de vários artigos publicados em revistas nacionais e internacionais.
Coordenadora do Scriptorium – Laboratório de Estudos Medievais
e Ibéricos.
E-mail: vania@nitnet.com.br
A Biblioteca do rei D. Duarte e as leituras nos serões da corte medieval portuguesa (século XV)
Tomando como base a relação de livros da biblioteca do rei D.
Duarte, faz-se uma análise tipológica dos manuscritos e códices
a ela pertencentes, mostrando-se como eles são encomendados pelos reis,
reconstituindo-se os mecanismos de produção e comercialização
desses manuscritos até chegarem à Corte. Finalmente, tenta-se,
por aproximações, reproduzir os diversos mecanismos de leitura
e utilização desse material nos serões do Paço régio.
Palavras-chave: Manuscritos medievais; livraria régia; livro medieval;
leitura medieval; Portugal; códices.
Vavy Pacheco BorgesUniversidade
Estadual de Campinas. Professora do Departamento de História.
E-mail: vavys@attglobal.net
Georges Leuzinger, seus negócios e sua família: entre o Velho e o Novo mundos
O suíço Georges Leuzinger, original de Mollis, no Cantão
de Glarus, embora tivesse estudado negócios de tecidos de algodão
e de rendas em Saint Gallen, veio bem jovem para o Rio de Janeiro, em 1832,
para trabalhar em negócios de comércio de sua família.
Em 1840 lançou-se individualmente, começando por adquirir a Livraria
Ao Livro Vermelho; acabou por se tornar uma figura pública conhecida
no mundo comercial e cultural da Corte do Segundo Reinado (e mesmo internacionalmente),
como dono de papelaria e tipografia, editor e fotógrafo. Através
da Casa Leuzinger, Georges, de fala alemã e protestante, transitava no
mundo da “Kaufleute” e era membro da Germania Gesellschaft. Embora
só voltando à sua terra-natal uma única vez aos 60 anos,
seus laços com o Velho Mundo eram constantes, em função
de suas atividades profissionais: importação de técnicas
e técnicos, venda de gravuras, competição de seus produtos
em exposições etc.; mandava seus filhos ao Velho Mundo para se
formarem profissionais e ajudá-lo em seus negócios. Casado com
uma francesa, teve 13 filhos; sua mulher, sua cunhada e uma de suas filhas dedicaram-se
à educação.
Palavras-chave: Tipografia; editores; livrarias; Rio de Janeiro; Século
XIX; história editorial.
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Vera Cecília FrossardRede Nacional de Ensino e Pesquisa. Formada em Psicologia pela UFRJ. Diplomou-se em Análise de Sistemas pela PUC-Rio, em 1991. Obteve o grau de Mestre em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica (IBICT) em convênio com a ECO/UFRJ, em 1998. Freqüentou o MBA em E-business pela FGV, formando-se em 2001. Atualmente trabalha com edição de livros e materiais didáticos em Tecnologia da Informação para a Escola Superior de Redes da RNP (www.esr.rnp.br).
Tipos e bits: a trajetória do livroEste
artigo aborda as mudanças na forma de apresentação do livro,
dos manuscritos medievais à informação eletrônica
na Internet, e as influências destas mudanças nos processos de
organização e classificação da informação
e na criação de novos hábitos de leitura e culturais. O
trabalho, ao final, tece considerações para concluir se o hipertexto
pode ser considerado uma inovação tecnológica que inaugura
um novo paradigma para a aquisição do conhecimento como se passou
com a impressão, que trouxe em sua “esteira”, a nova ordem
da sociedade moderna.
Palavras-chave: História do livro; hipertexto; livro eletrônico;
mudanças de paradigma; Sociedade da Informação.
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Wander Melo MirandaProfessor titular de Teoria da Literatura da UFMG e diretor da Editora da UFMG. Autor de Corpos Escritos: Graciliano Ramos e Silviano Santiago Graciliano Ramos; Graciliano Ramos; Anos JK – Margens da modernidade. Imprensa Oficial-SP.
Editoria e arquivamento
Reflexão sobre questões referentes aos arquivos de editoras brasileiras
e a urgência de sua localização, organização
e preservação para uma compreensão mais adequada da vida
literária no Brasil e de sua memória cultural. Proposta de articulação
entre arquivo editorial e acervos literários como trabalho conjunto a
ser feito por editoras e instituições arquivísticas.
Palavras-chave: Arquivos editoriais; arquivos literários; memória
cultural; memória editorial; história editorial.
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4. Marcus » Wander |
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