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I Seminário Lihed

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Por dentro do II Lihed

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Lihed - UFF

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Blog, E-grupos, Fotos

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Linques

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Desenvolvido por:
João Alt e Natália Bolsoni


Pré-seminário:
Resumos das exposições (conferências, palestras, comunicações)

 

(Ordenados pelo prenome do autor)

 


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André Vauchez (Institut de France, Paris)

La biographie historique en France aujourd’hui
Résumé: Parmi les genres littéraires qui ont connu le plus grand succès en France depuis une trentaine d’années figure sans aucun doute la biographie historique. Divers éditeurs lui accordent une place de choix dans leurs publications et le public ne se lasse pas de lire les vies des figures majeures ou mineures de  notre histoire  nationale   ou  d’illustres étrangers qui ont marqué  la civilisation et  la culture occidentales . Cet engouement peut paraître étonnant dans un pays  dont l’historiographie a été profondément marquée, au moins depuis les années 1930, par l’influence de l’Ecole des Annales , du marxisme et du structuralisme , courants qui ne privilégiaient certes  pas une approche du passé par le biais des grands hommes ni  le rôle des individus dans l’évolution de l’humanité : dans les années 1980, Marc Ferro vilipendait encore « la biographie, cette handicapée de l’histoire.. », tandis que Pierre Bourdieu dénonçait les pièges de « l’illusion biographique ». Mais c’est précisément dans ces années là qu’on a assisté à un retour en force de la biographie,  lié, en France comme dans toute l’Europe, à la crise des idéologies et des mouvements de masse, qu’il s’agisse du Parti communiste ou des Eglises, et à une remise en cause du  rôle attribué aux formes d’action collectives dans  les transformations politiques, économiques et sociales. Comme l’écrivait en 1987 Bernard Guenée, « l’histoire se lasse d’être sans visage et sans saveur » (Entre l’Eglise et l’Etat , Paris, 1987, p.13) et ,de fait, depuis  lors, un rapprochement sensible s’est opéré entre la biographie et l’histoire, en grande partie sous la pression du public qui   réserva un accueil enthousiaste à la traduction française du livre de l’historien américain Paul Murray Kendall sur Louis XI , parue en 1974 et plusieurs fois réédité  depuis. Mais le succès du genre biographique tient aussi à la prise en compte par des historiens spécialistes des diverses périodes de ses apports spécifiques, mis en évidence en 1989 par un important article de Giovanni Levi dans la perspective de la « microstoria », et à l’évolution interne de ce genre. Le but poursuivi aujourd’hui  par la plupart des auteurs de biographies historiques n’est plus en effet de décrire un destin linéaire situé dans un contexte esquissé à grands traits et servant  de simple toile de fond ;  les meilleurs  parmi eux ne cherchent pas à ramener un personnage du passé à nos catégories modernes pour le rendre plus assimilable à leurs contemporains, mais à mettre en évidence  son « étrangeté »  et la distance qui le sépare de nous.  C’est ce qu’a fait   par exemple  Jacques Le Goff dans son Saint Louis, où il a cherché à déconstruire les interprétations mythiques du roi de France telles que nous le révèlent les différentes sources  médiévales qui nous parlent du lui, au profit d’une  « biographie totale » qui prétend restituer le « vrai » Saint Louis à travers ce qu’il a incarné de façon consciente : la figure du roi et du saint telle que les concevaient les Français  du XIIIe siècle, assumée par une individualité d’exception qui a eu la chance de trouver de son temps un biographe remarquable en la personne de Joinville. Pour Le Goff en effet, « un individu n’existe et ne se réalisé qu’à travers une identification collective, une catégorie. Saint Louis , ce fut « le roi très chrétien » ; un personnage ne se caractérise que par sa ressemblance à un modèle » (Saint Louis , p.471). Ainsi se trouve  dépassée l’opposition classique entre le genre biographique et le genre historique, désormais réconciliés dans une fusion harmonieuse. Reste cependant le problème, que Le Goff  a volontairement esquivé, du « Nachleben » d’un personnage historique, c’est-à-dire de la prise en compte par l’historien des fluctuations de son image depuis son temps jusqu’à l’époque contemporaine. A mes yeux, la biographie historique  ne doit pas être seulement tributaire des sources de l’époque où vécut le biographié, mais  également de celles – textuelles, iconographiques et  monumentales  – que ce dernier a suscitées après sa disparition, même si à nos yeux elles ont pu trahir son esprit . Car en histoire le commencement ne décide pas de tout et la vérité n’est pas séparable de sa transmission.

A biografia histórica na França hoje
Resumo ampliado: Entre os gêneros literários de maior sucesso na França de uns trinta anos para cá, inclui-se sem dúvida a biografia histórica. Vários editores dedicam-lhe um lugar de destaque nas suas publicações e o público não se cansa de ler as vidas das figuras de maior ou menor projeção da nossa história nacional ou de ilustres estrangeiros que marcaram a civilização e a cultura ocidentais. Tal entusiasmo pode parecer surpreendente num país cuja historiografia foi profundamente marcada, pelo menos desde os anos 1930, pela influência da Escola dos Anais, do marxismo e do estruturalismo, correntes que certamente não privilegiavam uma abordagem do passado pelo viés dos grandes homens nem o papel dos indivíduos na evolução da humanidade: nos anos 1980, Marc Ferro ainda vilipendiava “a biografia, essa deficiente da história...”, enquanto Pierre Bourdieu denunciava os ardis da “ilusão biográfica”. Mas é precisamente naqueles anos que se assistiu à volta por cima da biografia, ligada, na França assim como em toda a Europa, à crise das ideologias e dos movimentos de massa, tanto do Partido Comunista quanto das Igrejas, e a um questionamento do papel atribuído às formas de ação coletivas nas transformações políticas, econômicas e sociais. Como escrevia Bernard Guenée em 1987, “a história está cansada de não ter nem rosto nem sabor” (Entre l’Eglise et l’État, Paris, 1987, p.13) e, de fato, desde então, vem acontecendo uma aproximação sensível entre a biografia e a história, devido, em grande parte, à pressão do público que recebeu com grande entusiasmo a tradução francesa do livro do historiador americano Paul Murray Kendall sobre Luís XI, publicada em 1974 e várias vezes reeditada. Mas o sucesso do gênero biográfico também se deve ao fato de historiadores especialistas dos diversos períodos levarem em conta as suas contribuições específicas, evidenciadas em 1989 por um importante artigo de Giovanni Levi dentro da perspectiva da “micro-historia”, e à evolução interna deste gênero. Efetivamente, a meta almejada hoje pela maior parte dos autores de biografias históricas não é mais descrever um destino linear situado num contexto esboçado em grandes traços e servindo de mero pano de fundo; os melhores dentre eles não estão tentando trazer uma personagem do passado para as nossas categorias modernas para torná-lo mais assimilável para os seus contemporâneos, mas sim salientar a sua “estranheza” e a distância que a separa de nós.  Foi o que fez, por exemplo, Jacques Le Goff no seu São Luís, em que tentou desconstruir as interpretações míticas do rei da França tais como o revelam as diferentes fontes medievais que nos falam dele, em prol de uma “biografia total” que pretende resgatar o “verdadeiro” São Luís pelo que encarnou de forma consciente: a figura do rei e do santo, tal como os concebiam os franceses do século XIII, assumida por uma individualidade excepcional que teve a sorte de encontrar no seu tempo um biógrafo notável na pessoa de Joinville. Para Le Goff, efetivamente, “um indivíduo só existe e se realiza por meio de uma identificação coletiva, uma categoria. São Luís foi ‘o rei muito cristão’; uma personagem só se caracteriza pela sua semelhança com um modelo” (São Luís, p. 471). Fica assim ultrapassada a oposição clássica entre o gênero biográfico e o gênero histórico, hoje reconciliados numa fusão harmoniosa. Entretanto, permanece o problema, que Le Goff esquivou propositalmente, do “Nachleben” de uma personagem histórica, isto é, da observação pelo historiador das flutuações da sua imagem desde a sua época até a época contemporânea. A meu ver, a biografia histórica não deve ser apenas tributária das fontes da época em que viveu o biografado, mas também daquelas – textuais, iconográficas e monumentais – que este último suscitou depois do seu desaparecimento, embora achemos que possam ter traído o seu espírito. Pois, em história, o começo não determina tudo e a verdade não pode ser separada da sua transmissão.
Palavras-chave: biografia histórica, micro-história, historiografia francesa


Aníbal Bragança (UFF-CNPq)

Francisco Alves, uma editora brasileira na Europa
Resumo: A expansão da Livraria Francisco Alves, fundada no Rio de Janeiro por Nicolau Antônio Alves em 1854, do Brasil para Portugal e França, no início do século XX, foi uma experiência na contracorrente de nossa história editorial. O objetivo é apresentar como se deu essa expansão, que começou com a compra por Francisco Alves, em Portugal, da “A Editora”, em 1909, considerada então a maior editora do país, sucessora da tradicional David Corazzi, e, a seguir, da editora de livros técnicos “Biblioteca de Instrução Profissional”. Na França, Francisco Alves fez sociedade com o editor luso-francês Júlio Monteiro Aillaud, a partir da qual se tornou um dos donos da livraria-editora-tipografia Aillaud, fundada em Paris em 1806, e então situada no Boulevard Montparnasse. A seguir, com o mesmo sócio, adquiriu a Bertrand, a mais tradicional livraria portuguesa, fundada em Lisboa em 1732 e ainda hoje uma grande empresa editorial e livreira. O artigo pretende também abordar como se deu o fim dessa presença brasileira nas editoras européias, quando, com a morte de Francisco Alves, em 1917, a Academia Brasileira de Letras se desfez do patrimônio comercial que herdou do livreiro-editor.
Palavras-chave: história editorial brasileira; Livraria Francisco Alves; Júlio Monteiro Aillaud; Livraria Aillaud (Paris), Livraria Bertrand (Lisboa), Francisco Alves de Oliveira
Francisco Alves, un éditeur brésilien en Europe
Résumé : L’expansion de la Librairie Francisco Alves, fondée à Rio de Janeiro par Nicolau Antônio Alves, en 1854, du Brésil au Portugal et à la France, au début du XXe siècle, a constitué une expérience allant à contre-courant de notre histoire éditoriale. L’objectif est ici de présenter la façon dont s’est concrétisée cette expansion, qui a débuté par le rachat, par Francisco Alves, de la maison d’édition portugaise « A Editora», en 1909, alors considérée comme la plus grosse maison d’édition du pays, ayant succédé à la traditionnelle David Corazzi, puis de la maison d’édition de livres techniques “Biblioteca de Instrução Profissional”. En France, Francisco Alves s’est associé à l’éditeur luso-français Júlio Monteiro Aillaud, société grâce à laquelle il est devenu l’un des propriétaires de la librairie/maison d’édition/imprimerie Aillaud, fondée à Paris en 1806, et située à l’époque Boulevard Montparnasse. Puis, avec ce même associé, il racheta la librairie Bertrand, la plus traditionnelle des librairies portugaises, fondée à Lisbonne en 1732 et aujourd'hui encore grande entreprise éditoriale et livresque. Cet article prétend aborder également la manière dont prit fin cette présence brésilienne parmi les éditeurs européens, lorsque, à la mort de Francisco Alves, en 1917, l’Académie Brésilienne des Lettres se défit du patrimoine commercial qu’elle avait hérité du libraire-éditeur.


Aníbal Bragança (UFF/CNPq)

Em busca da formação de um Centro de Memória Editorial Brasileira: o acervo da Francisco Alves no Lihed/UFF
Resumo: Pretende-se apresentar os trabalhos que veem sendo desenvolvidos no Lihed para recuperação, registro e conservação dos livros documentais – razão, conta-corrente, caixa etc., da antiga Livraria Francisco Alves, do período de sua fundação, em 1854, até a década de 1950, doados ao Lihed em 1999, assim como do acervo bibliográfico que compunha parte do fundo editorial e que foi sendo enriquecido desde então, incluindo obras raras, tanto de literatura quando de manuais escolares, ora sendo digitalizadas, conservadas e organizadas em banco de dados, com vistas a ser possível oferecer acessibilidade aos pesquisadores da área, com apoio da Faperj e da Petrobras. O Lihed pretende ser o embrião de um Centro de Memória Editorial Brasileira, aberto a receber e tratar documentação editorial e livreira, especialmente no período em 1850-1950.
Palavras-chave: Livraria Francisco Alves, livros escolares, fundo editorial, documentação editorial, história editorial, Brasil: 1850-1950
En vue de la formation d’un Centre de mémoire éditoriale brésilienne : le fonds de la librairie Francisco Alves au Lihed/UFF
Résumé : Notre intention est de présenter les travaux en cours au Lihed, en vue de la récupération, de l’enregistrement et de la conservation des livres documentaires – livre journal, livre d’inventaire, livre caisse, entre autres, de l’ancienne Librairie Francisco Alves, de 1854, année de sa fondation, jusqu’aux années 1950, livres que le Lihed a reçus en don en 1999, ainsi que du fonds bibliographique qui composait une partie du fonds éditorial et qui a été enrichi depuis lors, comprenant des œuvres rares, tant de littérature que de manuels scolaires, aujourd’hui en phase de numérisation, de conservation et d’organisation en banque de données, afin de les rendre accessibles aux chercheurs du secteur, avec l’appui de la Faperj et de la Petrobras. Le Lihed prétend être l’embryon d’un Centre de mémoire éditoriale brésilienne, apte à recevoir et à traiter la documentation éditoriale et livresque, notamment de la période 1850-1950.



Circe Maria Fernandes Bittencourt (FE/USP; PUC-SP)
Acervo de Livro Didático: História e memória
Resumo: Esta apresentação aborda a trajetória da constituição da Biblioteca do Livro Didático (BLD) na Faculdade de Educação da USP e do Banco de Dados LIVRES ( Livros escolares brasileiros- 1810- 2007)  com destaque aos problemas metodológicos na constituição do acervo. Apresenta os fundamentos teóricos e métodos de preservação das obras junto à história do  livro didático com o objetivo de estabelecer as relações com as pesquisas realizadas e em andamento sobre o tema. Destaca ainda a importância da preservação dessas obras como memória e fonte de pesquisa para a história da educação nacional e em suas relações internacionais.
Palavras-chave: Biblioteca do Livro Didático; Livres; acervo de livros escolares; metodologia; história do livro didático; educação brasileira

Le fonds de livres didactiques : histoire et mémoire
Résumé : Cette présentation aborde la trajectoire de la constitution de la Bibliothèque du Livre Didactique (BLD) à la Faculté d’éducation de l’USP et de la banque de données LIVRES (Livres scolaires brésiliens - 1810/2007) en mettant l’accent sur les problèmes méthodologiques de constitution du fonds. Elle présente les fondements théoriques et les méthodes de préservation des œuvres, ainsi que l’histoire du livre didactique, dans le but d’établir les rapports avec les recherches réalisées et en cours sur ce sujet. Elle souligne encore l’importance de la préservation de ces œuvres comme mémoire et source de recherche pour l’histoire de l’éducation nationale et dans ses relations internationales.

Diana Cooper-Richet (Centre d’Histoire Culturelle des Sociétés Contemporaines/Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines)
Les imprimés en langues étrangères, un domaine négligé de l’histoire du livre, de l’édition et de la presse
Résumé : Dans cette communication, je voudrais essayer de mettre en évidence les raisons pour lesquelles l’étude des imprimés en langues étrangères, tant les livres que les périodiques, bien que très nombreux, notamment en France, dès le début du XIX° siècle, n’ont jamais été considérés comme faisant partie du patrimoine national par les spécialistes de l’histoire de l’édition et encore moins par ceux de la presse. Pourtant, ces différentes publications témoignent des multiples transferts culturels qui se sont opérés, très tôt dans le siècle, entre pays, d’un côté à l’autre de l’Atlantique, ainsi que de l’existence de passeurs culturels actifs – libraires-éditeurs, hommes de lettres, traducteurs, intellectuels expatriés – qui souhaitaient contribuer à la circulation des idées. Paris a sans aucun doute été, à cette époque, l’un des principaux carrefours de langues et de cultures dans le monde.

Os impressos em línguas estrangeiras, um campo menosprezado da história do livro, da edição e da imprensa
Resumo: Nesta comunicação, queria tentar evidenciar as razões pelas quais o estudo dos impressos em línguas estrangeiras, tanto livros quanto periódicos, embora muito numerosos, particularmente na França, desde o início do século XIX, nunca tenham sido considerados como parte do patrimônio nacional pelos especialistas da história da edição e menos ainda pelos da imprensa. Entretanto, essas diferentes publicações dão provas dos múltiplos intercâmbios culturais ocorridos, desde o início do século, entre países, de parte e outra do Atlântico, assim como da existência de transmissores culturais ativos – livreiros-editores, homens de letras, tradutores, intelectuais expatriados – que desejavam contribuir à circulação das ideias. Paris foi, sem dúvida nenhuma, naquela época, um dos principais pontos de encontro de línguas e culturas no mundo.
Palavras-chave : Impressos em língua estrangeira; história do livro; história editorial; história da imprensa; França: século XIX; inter
câmbios culturais.
 
 
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